2.2. Competências Requeridas pelo Tecido Empresarial e Perfis de Saída
A inserção profissional dos diplomados do ensino superior politécnico depende criticamente da correspondência entre as matrizes de competências desenvolvidas no percurso académico e as reais expectativas do setor produtivo. Evidências da literatura demonstram que, embora a vertente técnico-prática garanta uma inserção inicial favorável em funções operacionais, a progressão sustentada para patamares táticos e de liderança exige o domínio aprofundado de competências comportamentais, designadamente resolução de problemas complexos, adaptabilidade e trabalho em equipa [1]. A imagem institucional do estabelecimento de ensino e a capacidade individual de definição de metas profissionais desempenham igualmente um papel decisivo na orientação dos estudantes para o mercado laboral [6]. Contudo, a persistência de estruturas empresariais com reduzida permeabilidade a cargos intermédios e a coexistência de desfasamentos curriculares condicionam a mobilidade profissional ascendente dos diplomados [1]. Assim, o reforço da empregabilidade no contexto politécnico exige que as instituições não se limitem à transferência de conhecimentos técnicos especializados, mas incorporem de forma estruturada dimensões formativas holísticas que dotem os futuros profissionais da flexibilidade necessária para responder à volatilidade do mercado de trabalho contemporâneo [1][6].