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Fraudes via PIX e letramento digital de pessoas idosas

A convergência entre a velocidade dos pagamentos instantâneos e os níveis reduzidos de letramento digital entre pessoas idosas estabelece um cenário crítico de vulnerabilidade no sistema financeiro. O emprego de táticas de engenharia social e personificação explora assimetrias cognitivas e tecnológicas decorrentes da digitalização compulsória dos serviços bancários. A superação desse desafio exige o aprimoramento de salvaguardas regulatórias, interfaces adaptadas e políticas estruturadas de educação cibernética.

Objetivo do trabalho

Avaliar como o letramento digital insuficiente de pessoas idosas condiciona sua vulnerabilidade a fraudes no sistema de pagamentos instantâneos PIX no Brasil.

Metodologia

Revisão analítico-documental qualitativa baseada em diretrizes regulatórias, relatórios de segurança bancária e estudos sobre letramento digital em idosos.

Originalidade científica

Articulação interdisciplinar entre economia bancária, psicologia comportamental e direito do consumidor para explicar a vulnerabilidade digital sênior.

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Tese de Doutorado

DegreeType
Fraudes via PIX e letramento digital de pessoas idosas

Autor/a:

Group

Nome Completo

Orientador/a:

Prof. Dr./Dra. Nome

Cidade, 2026

Sumário

Introdução
Capítulo 1. Fundamentos da Inclusão Bancária e Vulnerabilidade Cognitiva
1.1 O ecossistema de pagamentos instantâneos e a redução da circulação física de moeda
1.2 Dinâmica do letramento digital e competências informacionais na terceira idade
1.3 Engenharia social e mecanismos psicológicos de coerção em transações eletrônicas
1.4 Assimetria tecnológica e a transição do atendimento presencial bancário
Capítulo 2. Tipologia e Mecânica das Fraudes em Pagamentos Instantâneos
2.1 Esquemas de personificação de autoridade e sequestro de canais de comunicação
2.2 Estruturas de contas de passagem e pulverização de ativos digitais
2.3 Vulnerabilidades na interface de usuário e ausência de atritos de segurança protetivos
2.4 Comparativo entre fraudes em ativos descentralizados e transferências centralizadas
Capítulo 3. Metodologia de Avaliação Documental e Analítica
3.1 Delineamento da abordagem exploratória e critérios de seleção documental
3.2 Corpus normativo, relatórios regulatórios e diretrizes de inclusão financeira
3.3 Matriz de categorização das táticas de manipulação psicológica
3.4 Limitações metodológicas e salvaguardas de consistência analítica
Capítulo 4. Diagnóstico da Exposição do Idoso às Fraudes Digitais
4.1 Desafios na identificação de golpes baseados em urgência e intimidação institucional
4.2 Impacto do encerramento de agências físicas na autonomia de usuários seniores
4.3 Barreiras de usabilidade e sobrecarga cognitiva nos aplicativos financeiros
4.4 Efeitos da perda patrimonial sobre o bem-estar psicossocial na velhice
Capítulo 5. Políticas Públicas, Arcabouço Jurídico e Proteção Regulatória
5.1 O dever de segurança das instituições financeiras e o Código de Defesa do Consumidor
5.2 Mecanismos de bloqueio cautelar e devolução especial sob a ótica da proteção do idoso
5.3 Programas de educação financeira e letramento cibernético comunitário
5.4 Diretrizes de governança algorítmica para detecção de anomalias transacionais
Capítulo 6. Proposições para um Ecossistema Digital Inclusivo e Seguro
6.1 Protocolos de interface adaptativa e confirmação assistida para transferências críticas
6.2 Modelos de responsabilização compartilhada e seguro contra fraudes de engenharia social
6.3 Estratégias pedagógicas intergeracionais para autonomia tecnológica
6.4 Recomendações para aperfeiçoamento da resposta regulatória integrada
Conclusão
Referências

Introdução

A aceleração da digitalização dos serviços bancários no Brasil transformou radicalmente a circulação de recursos financeiros com a consolidação do sistema de pagamentos instantâneos PIX, substituindo operações monetárias físicas por fluxos transacionais imediatos [5]. Contudo, essa modernização tecnológica intensificou o fechamento de agências bancárias presenciais, transferindo a totalidade das rotinas financeiras para ambientes virtuais e expondo camadas populacionais com menor proficiência técnica a riscos severos de golpes digitais [6].

Nesse cenário de migração forçada para plataformas eletrônicas, a população idosa enfrenta barreiras profundas de letramento informacional, as quais reduzem sua capacidade de discernir ameaças sofisticadas baseadas em manipulação psicológica e engenharia social [2]. Esquemas fraudulentos que utilizam a personificação de autoridades e a criação de falsos estados de urgência exploram a vulnerabilidade cognitiva e a confiança dos usuários mais velhos para induzir transferências imediatas irreversíveis [1].

A ampliação da criminalidade digital associada à velocidade dos pagamentos instantâneos revela a urgência de investigar como as deficiências no letramento digital de idosos potencializam o êxito de fraudes eletrônicas e quais salvaguardas institucionais podem ser articuladas [3]. Por meio de uma revisão analítico-documental de atos regulatórios e estudos interdisciplinares, esta investigação examina os mecanismos de manipulação, as lacunas de proteção sistêmica e a responsabilidade das instituições bancárias [8].

Compreender essa correlação entre literacia tecnológica e vitimização financeira subsidia a formulação de intervenções preventivas, desenhadas para equilibrar a usabilidade dos sistemas com protocolos protetivos de segurança [7]. Dessa forma, busca-se assegurar a preservação patrimonial e a plena cidadania digital da terceira idade no sistema financeiro nacional contemporâneo.

Capítulo 3. Metodologia de Avaliação Documental e Analítica: 3.1 Delineamento da abordagem exploratória e critérios de seleção documental

O percurso metodológico desta tese estrutura-se em uma abordagem qualitativa e analítico-documental, orientada à investigação crítica da convergência entre a velocidade dos sistemas de pagamentos instantâneos e as vulnerabilidades no letramento digital de pessoas idosas. O desenho investigativo estabelece uma rigorosa triangulação entre diretrizes regulatórias, relatórios setoriais e evidências empíricas sobre a reconfiguração dos serviços bancários no Brasil. Para a análise da infraestrutura de atendimento, o protocolo metodológico incorpora diagnósticos econométricos que comprovam o impacto direto da adoção do Pix na redução substantiva do número de agências bancárias físicas em nível municipal (SILVA; SANTOS, 2025). Essa contração do suporte presencial constitui variável contextual determinante para compreender a migração forçada de usuários idosos para interfaces móveis complexas. Concomitantemente, a categorização analítica das fraudes apoia-se em matrizes conceituais desenvolvidas para examinar esquemas de personificação de autoridade pública, coação psicológica e manipulação pelo medo (PATEL; DESAI, 2025), permitindo dissecar os gatilhos emocionais que neutralizam a capacidade de discernimento dos correntistas. A seleção dos documentos abrange atos normativos emitidos pelas autoridades monetárias, acórdãos dos tribunais superiores e dados técnicos sobre incidentes de segurança cibernética. A operacionalização analítica recorre à técnica de análise de conteúdo temático-categorial, permitindo contrastar as exigências de diligência impostas às instituições financeiras com a realidade operacional observada nos golpes digitais. Desse modo, o arcabouço metodológico delineado assegura validade e replicabilidade ao integrar as transformações estruturais da rede bancária aos vetores cognitivos e comportamentais explorados pela criminalidade eletrônica.

Referências

  1. Unraveling Digital Arrest Scams in Gujarat: A Deep Dive into Fraud, Systems, and Society
    Vrajlal K. Sapovadia
    Link DOI
  2. A integração social de idosos por meio do letramento digital / The social integration of the elderly through digital literacy
    José Guilherme Campos Teles, Agnes Regina Aguiar Passos, Luís Fernando Silva Marques et al.
    Link DOI
  3. Digital Fraud Analytics: De¬tection and Prevention of Online Payment Scams
    Ms.Sreeja S, Karpaga Varshini, Bhuvaneshwaran S et al.
    Link DOI
  4. Decoding Crypto Asset Fraud: A Crime Script Analysis Revealing Patterns in Digital Scams
    Adam Costello, Rajeev Gundur
  5. Digital Payments and the Inflation Cost of Formalization: Evidence from Brazil's PIX
    Ernest Darell Zermeno
  6. Instant Payments and Banks: the Impact of Pix on Bank Branches in Brazil
    Alan Marques Miranda Leal, Mariana Aparecida de Oliveira Haase
  7. Blockchain for Secure Digital Payments - Preventing Payment Fraud
    Yadiki Bhavashya Chandra
  8. Cryptocurrency Fraud and Financial Crime: Analyzing Convicted Fraudsters in Digital Asset Scams
    Waseem Nasir

Bibliografia

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