3.2. Fatores determinantes: sobrecarga, acidentes de trabalho e condições estruturais
A análise crítica da produção científica evidencia que a vulnerabilidade ocupacional da equipe de enfermagem no Sistema Único de Saúde decorre da interação contínua entre pressões assistenciais, escassez de recursos e precarização das condições estruturais de trabalho. Conforme apontam os achados sintetizados sobre o esgotamento profissional na atenção primária à saúde, a manifestação da síndrome de burnout guarda correlação direta com a ocorrência de acidentes laborais entre os trabalhadores de enfermagem (CROSSREF-10-1186-S12912-025-03004-0, 2025). Essa conjuntura reforça que o desgaste físico e emocional severo compromete tanto a segurança assistencial quanto a integridade física dos profissionais, demandando estratégias gerenciais articuladas em nível local e nacional. Nesse contexto analítico, a sistematização do conhecimento por meio de mapas de evidências consolida-se como metodologia indispensável para categorizar lacunas temáticas e avaliar intervenções terapêuticas e de suporte psicossocial no cuidado em saúde (CROSSREF-10-1016-J-SONCN-2026-152251, 2026). Ao transpor essa ferramenta metodológica para o cenário do SUS, a visualização gráfica dos dados permite identificar determinantes organizacionais prioritários e direcionar recursos públicos a medidas efetivas de proteção. Portanto, o mapeamento rigoroso da literatura existente transcende o mero diagnóstico situacional, viabilizando o planejamento estruturado de ações protetivas nos serviços básicos de saúde. A integração entre a análise de riscos ocupacionais e a síntese visual de evidências capacita gestores e formuladores de políticas a implementar diretrizes de valorização profissional, reduzindo o absenteísmo, os agravos laborais e o adoecimento psíquico crônico da enfermagem brasileira.