Diagnóstico da Adesão e Desafios de Implementação Municipal
A adesão dos usuários às modalidades remotas de atendimento primário encontra-se diretamente associada à confiabilidade dos canais de comunicação e à familiaridade técnica das populações assistidas. Em diversas realidades da atenção ambulatorial e básica, a preferência pelo atendimento presencial decorre frequentemente da percepção de distanciamento relacional e da preocupação com a ausência do exame físico detalhado, o que reduz a aceitação inicial das tecnologias virtuais [2]. Essas fragilidades relacionais somam-se a limitações operacionais severas nos serviços de saúde, nos quais a falta de conectividade estável e a indisponibilidade de ferramentas adequadas comprometem a continuidade das intervenções [3]. Ademais, a rotatividade de profissionais de saúde e a consequente redução na regularidade dos contatos educativos acarretam perdas expressivas na fidelidade dos protocolos de acompanhamento remoto [1]. Sem uma articulação institucional que garanta suporte estrutural e acompanhamento contínuo aos munícipes, os serviços digitais correm o risco de reproduzir as lacunas de acolhimento já presentes no sistema de saúde tradicional.