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LGPD contra plataformas intensivas em dados, matriz de casos

O regime jurídico da Lei Geral de Proteção de Dados redefine os limites operacionais das organizações que estruturam seus modelos de negócios na extração e processamento massivo de informações pessoais. A formulação de uma matriz de casos paradigmáticos viabiliza a sistematização dos principais pontos de atrito entre a exploração econômica digital e os princípios da necessidade, transparência e segurança jurídica. A implementação de mecanismos robustos de governança e adequação contínua consolida-se como condição essencial para a sustentabilidade e a conformidade regulatória no mercado digital.

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TCC (Trabalho de Conclusão de Curso)

DegreeType
LGPD contra plataformas intensivas em dados, matriz de casos

Autor/a:

Group

Nome Completo

Orientador/a:

Prof. Dr./Dra. Nome

Cidade, 2026

Sumário

Introdução
1. Fundamentos Dogmáticos e Regulatórios da Proteção de Dados nas Plataformas Digitais
1.1. Princípios estruturantes da LGPD e a autodeterminação informativa no ambiente digital
1.2. Modelos de negócios intensivos em dados: monetização, consentimento e legítimo interesse
1.3. A responsabilidade civil e administrativa dos agentes de tratamento em plataformas de consumo
2. Desenho Metodológico e Construção da Matriz de Casos Paradigmáticos
2.1. Critérios de seleção e categorização de casos sob a ótica da LGPD
2.2. Parâmetros de análise: bases legais, assimetria de poder e transparência algorítmica
2.3. Limitações hermenêuticas e aplicação prática do framework analítico
3. Análise Comparativa e Matriz de Incidência em Setores Intensivos em Dados
3.1. Práticas de perfilamento e coleta excessiva no comércio eletrônico e marketplaces
3.2. Mecanismos de governança, prevenção a fraudes e compartilhamento de Big Data
3.3. Avaliação de sanções administrativas e respostas institucionais da autoridade regulatória
4. Diretrizes de Adequação e Governança de Dados para Plataformas Digitais
4.1. Privacy by design e governança corporativa no tratamento em larga escala
4.2. Instrumentos de mitigação de riscos e efetivação dos direitos dos titulares
Conclusão
Referências

Introdução

A disciplina jurídica do tratamento de dados pessoais no Brasil, consolidada pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), estabelece um marco regulatório determinante para as relações no ambiente digital [4]. A rápida transição das atividades econômicas para ecossistemas virtuais e a intensificação dos fluxos de consumo impuseram novos padrões de conformidade aos agentes econômicos, exigindo o respeito à privacidade, à honra e à autodeterminação informativa dos titulares [1].

Contudo, a dinâmica operacional das plataformas intensivas em dados fundamenta-se frequentemente na extração em larga escala, no perfilamento algorítmico e na monetização contínua de registros pessoais, gerando frequentes tensões com os princípios da finalidade, adequação e necessidade [1], [6]. As organizações enfrentam o desafio de implementar medidas internas de governança e controles técnicos que equilibrem o desenvolvimento de modelos de negócios digitais com os limites normativos de tutela de direitos fundamentais [4], [6].

A presente investigação delineia uma matriz analítica de casos paradigmáticos para avaliar como a aplicação da LGPD incide sobre as práticas das plataformas digitais de alta densidade informacional. Por meio de uma abordagem qualitativa de revisão bibliográfica e documental dos marcos normativos e precedentes administrativos, busca-se estruturar parâmetros objetivos de conformidade e mitigação de riscos jurídicos aplicáveis ao cenário corporativo contemporâneo [1], [4].

3.1. Práticas de perfilamento e coleta excessiva no comércio eletrônico e marketplaces

A aplicação da matriz analítica sobre os modelos operacionais do comércio eletrônico evidencia que o tratamento massivo de dados pessoais exige um reordenamento das práticas corporativas. Sob a ótica consumerista, o avanço tecnológico e a proliferação de plataformas de vendas impõem uma necessária adequação dos fornecedores de produtos e serviços às diretrizes de privacidade e inviolabilidade da honra e imagem dos titulares, redefinindo os parâmetros de responsabilidade civil no ambiente digital (LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS..., 2025). Essa transformação estrutural estabelece que a atividade econômica não pode se sobrepor às garantias fundamentais individuais. Nesse contexto, os direitos conferidos aos titulares, como acesso, correção, eliminação e portabilidade das informações, representam salvaguardas essenciais diante da assimetria informacional inerente aos modelos de negócios digitais. Conforme se observa na regulação setorial, o equilíbrio entre os interesses empresariais e o direito fundamental à privacidade requer a estrita observância normativa, sob pena de imposição de sanções administrativas que abrangem advertências, multas e a suspensão do tratamento de dados (IMPACTOS DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS..., 2026). A submissão das plataformas a tais mecanismos coercitivos demonstra a eficácia da matriz regulatória na contenção de abusos. Portanto, a matriz de casos paradigmáticos elucida que a mitigação da coleta excessiva e a disciplina do perfilamento algorítmico dependem diretamente da incorporação de controles internos de conformidade. A harmonização entre a exploração econômica e a proteção da autonomia individual consolida-se como o eixo central da disciplina jurídica vigente, delimitando a legitimidade do tráfego de dados no mercado digital contemporâneo.

Referências

  1. LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS: IMPACTOS NA RELAÇÃO DE CONSUMO E ADEQUAÇÕES NAS PLATAFORMAS DE VENDAS A LGPD
    Jefferson Donovan Correia, Henrique Meyer
    Link DOI
  2. O IMPACTO DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS (LGPD) NAS INVESTIGAÇÕES ADMINISTRATIVAS: O IMPACTO DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS(LGPD) NAS INVESTIGAÇÕES ADMINISTRATIVAS
    Joe Chaves
    Link DOI
  3. Cartilha sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) no Setor Público
    Carolina Martins Pinto
    Link DOI
  4. Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na privacidade do consumidor e a adequação das empresas
    Lucas Vinicius Martines
  5. A LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS (LGPD) NA PERSPECTIVA DE UMA CONSTITUIÇÃO EM REDE
    Bernardo Costa, Ariel Moura
  6. Lei geral de proteção de dados pessoais (LGPD)
    Sandra Sueli Ferreira Nunes
  7. Proposta de um framework de compliance à Lei Geral de Proteção a Dados Pessoais (LGPD) : um estudo de caso para prevenção a fraude no contexto de Big Data
    Artur Potiguara Carvalho

Bibliografia

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