2.1. Critérios comparativos entre detecção algorítmica e redesign pedagógico
A centralidade do produto escrito estático nos currículos universitários estabeleceu uma vulnerabilidade estrutural diante da capacidade dos modelos de linguagem em sintetizar respostas acadêmicas convincentes [1]. A resposta pedagógica a esse fenômeno demanda uma reconfiguração epistemológica do ato de avaliar, na qual a autenticidade da tarefa decorre da necessidade de aplicação contextualizada, raciocínio em tempo real e tomada de decisão fundamentada [5]. Conforme demonstrado pelas abordagens de avaliação de desempenho direto e exames estruturados, a verificação da competência prática reduz sensivelmente a dependência de artefatos puramente textuais que podem ser gerados de forma sintética [6]. Em vez de relying em instrumentos de detecção automatizada, que frequentemente suscitam incertezas éticas e operacionais, a transição para métodos orientados ao processo assegura que a autoria do trabalho acadêmico seja inerente à trajetória reflexiva percorrida pelo estudante [1], [5]. Assim, a avaliação autêntica não apenas resguarda a integridade institucional, mas também reconstitui o vínculo pedagógico significativo entre o aprendiz e o domínio do conhecimento prático.