3.1 Barreiras estruturais e estigma no acesso
A análise da busca por cuidados no ambiente acadêmico evidencia que o reconhecimento da necessidade de assistência e a navegação nos serviços dependem centralmente da literacia em saúde dos discentes. Investigações com estudantes do ensino superior demonstram que lacunas informacionais e déficits de literacia constituem obstáculos imediatos à utilização oportuna dos serviços de saúde disponíveis (Ebe73293f6fd3bd71dd3a0cb400954fc4ac9688e, 2025). Sob a perspectiva do modelo teórico da elegibilidade, a identificação subjetiva de demandas em saúde mental esbarra com frequência na complexidade das vias de encaminhamento e na dificuldade de negociação do acesso junto aos profissionais e unidades assistenciais (Crossref-10-1136-bmjopen-2024-ucl-qhrn2024-37, 2024). No cenário brasileiro, essas dinâmicas convergem com os desafios de gestão e com a percepção dos usuários sobre o acesso e a resolutividade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), onde entraves estruturais condicionam a trajetória assistencial (Crossref-10-3390-ijerph21060721, 2024). Desse modo, a aplicação desses referenciais à realidade universitária indica que as ferramentas digitais em saúde necessitam atuar estrategicamente na redução da assimetria informativa e na desburocratização das portas de entrada, permitindo que a população estudantil reconheça sua elegibilidade e navegue com maior autonomia pelos níveis de atenção à saúde.