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Violência de género no campus

A violência de género no meio universitário resulta da interação entre assimetrias estruturais de poder, mecanismos institucionais de mera conformidade burocrática e condicionantes espaciais do ambiente construído. A superação deste fenómeno exige a superação de respostas reativas focadas na proteção reputacional e a adoção de políticas transversais com perspetiva intersecional.

Objetivo

Analisar as dimensões institucionais e socioespaciais da violência de género no campus para propor diretrizes de transformação cultural e salvaguarda.

Metodologia

Revisão narrativa e síntese comparativa de literatura científica internacional, quadros regulatórios e relatórios de políticas institucionais.

Novidade científica

Articulação teórica entre cultura de conformidade institucional, desenho do ambiente construído e interseccionalidade na violência de género universitária.

Antevisão do Documento

Esta é uma breve antevisão. A versão completa inclui texto expandido para todas as secções, uma conclusão e uma bibliografia formatada.

Artigo Científico

DegreeType
Violência de género no campus

Autor/a:

Group

Nome Completo

Orientador/a:

Prof. Dr./Dra. Nome

Cidade, 2026

Sumário

Resumo
Introdução
Enquadramento Teórico e Dimensões Estruturais da Violência no Espaço Universitário
Metodologia de Revisão e Critérios de Análise Documental Comparada
Vulnerabilidades Interseccionais e Disparidades em Subpopulações Estudantis
Barreiras Institucionais e Limitações dos Modelos de Conformidade Normativa
O Papel do Ambiente Construído e da Infraestrutura Espacial no Campus
Discussão Crítica: Da Conformidade Burocrática à Transformação Cultural
Conclusão e Diretrizes para Políticas de Salvaguarda
Referências

Introdução

A prevalência de manifestações de violência de género no ensino superior constitui uma grave violação dos direitos humanos e um obstáculo persistente à equidade académica internacional [4]. A reprodução de assimetrias patriarcais e a normalização de dinâmicas coercivas nos recintos universitários afetam diretamente a integridade física, psicológica e a permanência formativa das estudantes [1].

Contudo, as respostas institucionais tendem a restringir-se a uma lógica de conformidade burocrática orientada para a gestão de reputação organizacional, falhando frequentemente na prestação de apoio efetivo e na proteção das vítimas [2], [6]. A sobreposição entre a ineficácia dos mecanismos de denúncia e a carência de planeamento espacial agrava a vulnerabilidade de grupos historicamente marginalizados [3], [5].

O presente artigo examina criticamente as dinâmicas estruturais, regulamentares e socioespaciais que sustentam a violência de género no meio universitário através de uma síntese teórica e comparativa. Pretende-se fundamentar caminhos para uma transformação cultural substantiva e para a formulação de políticas institucionais integradas.

Discussão Crítica: Da Conformidade Burocrática à Transformação Cultural

A análise crítica das respostas institucionais à violência de género no ensino superior evidencia que a mera existência de normativos legais se revela insuficiente quando desprovida de uma transformação cultural profunda. A literatura demonstra que a aplicação de procedimentos regulatórios, tais como os enquadramentos associados ao Title IX, tem falhado largamente no apoio efetivo às pessoas sobreviventes, reduzindo frequentemente a salvaguarda a um exercício estrito de conformidade jurídica e gestão de risco ("Title IX and Sexual Violence in Higher Education", 2026). Este desfasamento substantivo é exacerbado por lógicas de governação que priorizam a preservação da imagem e da reputação institucional perante denúncias de violência sexual, delegando o encargo ético do acolhimento a docentes individuais e marginalizando as vozes feministas críticas ("Changing the Culture?", 2019). Adicionalmente, as fragilidades materiais patentes no ambiente construído — nomeadamente a iluminação pública inadequada, a ausência de vigilância apropriada e a carência de gabinetes funcionais para atendimento especializado — criam barreiras espaciais concretas que entravam a prestação de serviços de apoio (Newport, 2026). Deste modo, a superação eficaz da violência de género exige abandonar as respostas meramente burocráticas e defensivas, adotando um modelo transversal que articule a reconfiguração física e infraestrutural dos campi universitários com a desconstrução sistemática do sexismo estrutural. Apenas mediante esta transição paradigmática se tornará viável converter o meio académico num espaço verdadeiramente seguro, equitativo e comprometido com a erradicação sustentada da impunidade.

Referências

  1. The Intersection of Gender-Based Violence and Risky Sexual Behaviour among University Students in Ethiopia: A Qualitative Study.
    Michelle R Kaufman, Graziele Grilo, Ashlie M Williams et al.
    Link DOI
  2. Title IX and Sexual Violence in Higher Education: A Mapping Review and Assessment of Policy Implementation and Effectiveness.
    Kathryn J Holland, Rebecca L Howard Valdivia
    Link DOI
  3. Campus Sexual Violence Victimization and Perpetration Experiences in Racial, Gender Identity, and Sexual Orientation Minority Student Subpopulations: A Scoping Review.
    Yuliya Shyrokonis, Meggie Royer, Lisa Fedina et al.
    Link DOI
  4. Changing the Culture? A Feminist Academic Activist Critique.
    Kym Atkinson, Kay E Standing
  5. From Policy to Practice: Frontline Staff Insights on Gender-Based Violence and the Built Environment at a South African University
    Inge Newport
  6. Guest Editors' Introduction.
    Ruth Lewis, Susan B Marine

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