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IA generativa e autenticidade da avaliação

A convergência entre tecnologias generativas e práticas pedagógicas impõe uma reformulação profunda dos mecanismos de avaliação no ensino superior. A transição de abordagens estritamente focadas em produtos finais para ecossistemas orientados ao processo assegura a autenticidade das competências adquiridas. A reconfiguração estrutural dos instrumentos avaliativos permite articular a inovação tecnológica com a integridade académica e o pensamento crítico.

Objetivo

Analisar as abordagens metodológicas para a preservação da autenticidade da avaliação no ensino superior perante os desafios da inteligência artificial generativa.

Metodologia

Revisão narrativa e comparativa de literatura científica recente e quadros pedagógicos para o ensino superior.

Novidade científica

Sistematização de critérios de redesenho avaliativo com foco na transição do produto para o processo na presença de modelos generativos.

Antevisão do Documento

Esta é uma breve antevisão. A versão completa inclui texto expandido para todas as secções, uma conclusão e uma bibliografia formatada.

Dissertação de Mestrado

DegreeType
IA generativa e autenticidade da avaliação

Autor/a:

Group

Nome Completo

Orientador/a:

Prof. Dr./Dra. Nome

Cidade, 2026

Sumário

Resumo
1. Introdução
2. Fundamentação Teórica da Avaliação Autêntica na Era Digital
2.1. O conceito de autenticidade pedagógica face às tecnologias generativas
2.2. A insuficiência dos métodos tradicionais de deteção e integridade académica
3. Metodologia de Análise Documental e Desenho Avaliativo
3.1. Critérios de seleção e revisão de literatura científica
3.2. Parâmetros comparativos de alinhamento pedagógico e validação
4. Impactos da Inteligência Artificial Generativa nas Práticas Avaliativas
4.1. Transição da avaliação baseada em produto para abordagens orientadas ao processo
4.2. Personalização do feedback e modelação de tarefas contextualizadas
5. Discussão Crítica: Reestruturação Mecânica e Desafios Institucionais
5.1. Tensões entre conformidade regulatória, inovação e rigor formativo
5.2. Limitações cognitivas das ferramentas e preservação da agência discente
6. Recomendações Práticas para o Ensino Superior
7. Conclusão
Referências Bibliográficas

Introdução

A emergência e consolidação da inteligência artificial generativa transformaram profundamente os paradigmas de ensino e aprendizagem no ensino superior, colocando sob escrutínio a validade dos instrumentos avaliativos convencionais [1]. A facilidade com que modelos computacionais avançados produzem textos coesos e resolvem tarefas académicas estruturadas desafia a garantia de autoria e integridade discente, exigindo que as instituições reavaliem criticamente o desenho dos seus currículos e a natureza das evidências formativas requeridas [7].

Neste cenário de disrupção, a mera imposição de barreiras disciplinares ou o recurso a ferramentas de deteção automatizada revelam-se manifestamente ineficazes para assegurar a autenticidade pedagógica, conforme demonstram evidências recentes na literatura internacional [4]. Constata-se uma desarticulação crítica quando as avaliações permanecem focadas em produtos finais padronizados, negligenciando a trajetória reflexiva, a contextualização profissional e as competências práticas indispensáveis à formação superior [3].

O presente estudo analisa as estratégias pedagógicas e metodológicas capazes de reconfigurar os modelos de avaliação face à proliferação da inteligência artificial generativa. Através de uma síntese crítica da literatura recente, examina-se a transição de formatos sumativos fechados para avaliações autênticas focadas no processo, investigando de que modo o alinhamento das capacidades tecnológicas aos objetivos de aprendizagem pode fortalecer a formação académica sem comprometer o rigor conceptual [5].

5. Discussão Crítica: Reestruturação Mecânica e Desafios Institucionais

A discussão crítica em torno da integração da inteligência artificial generativa no ensino superior evidencia que a mera imposição de diretrizes regulatórias institucionais ou o recurso reativo a instrumentos de deteção se mostram inteiramente insuficientes para salvaguardar a integridade académica. A literatura recente sublinha a imperativa necessidade de substituir prescrições discursivas inexequíveis por alterações estruturais profundas no próprio desenho e na mecânica avaliativa (Refining Assessment Design and Practice in Nursing and Midwifery Education in the Era of Generative AI, 2026). Essa reconfiguração pedagógica exige o abandono progressivo da dependência estrita do produto final sumativo em prol de ecossistemas avaliativos dinâmicos, deliberadamente alicerçados no acompanhamento contínuo do processo, na interação colaborativa e na autenticidade contextualizada (A Framework for AI and Vocational Assessment in Higher Education, 2026). Não obstante a convergência teórica em torno desta mudança paradigmática, subsiste uma lacuna investigativa substancial no que concerne à mensuração empírica direta dos impactos cognitivos duradouros, mormente no desenvolvimento autónomo do pensamento crítico e na preservação da agência discente. Grande parte da literatura foca-se em métricas de desempenho em tarefas fechadas, descurando a forma como os aprendentes estruturam o raciocínio complexo. Paralelamente, as evidências empíricas disponíveis enfrentam limitações metodológicas severas, marcadas pela prevalência de estudos exploratórios circunscritos a domínios curriculares específicos, desenhos unilocais e amostras reduzidas, o que restringe a generalização das conclusões a outros contextos institucionais. Superar estas lacunas demanda investigações longitudinais orientadas à consolidação de parâmetros avaliativos robustos e transferíveis.

Referências

  1. Perspectives from a workshop: intelligent assessment in the age of artificial intelligence.
    Matt Bawn, Nigel Francis, Elizabeth Alvey et al.
    Link DOI
  2. Empirical validation of a generative AI framework for personalized education assessment.
    Meina Qian, Hualei Ji, Lianzhi Li
    Link DOI
  3. Refining Assessment Design and Practice in Nursing and Midwifery Education in the Era of Generative AI: A Discussion Paper.
    Yenna Salamonson, Pauletta Irwin, Rachel Kornhaber et al.
    Link DOI
  4. A framework for AI and vocational assessment in higher education
    Bruno Balducci
  5. AI-affordance alignment drives authentic learning gains without foundational erosion: a quasi-experimental pilot study from an environmental data science course
    Ahmed S. Elshall, Ashraf Badir, Mewcha Amha Gebremedhin
  6. Artificial Intelligence such as Generative Pretrained Transformer
    Elize C. du Plessis
  7. Generative AI in Higher Education: Balancing Innovation and Integrity.
    Nigel J Francis, Sue Jones, David P Smith
  8. Using an educator-guided generative artificial intelligence (GenAI) tool for developing communication skills in undergraduate pharmacy students.
    Angelina Lim, Emily Stokes, Li-Ling Yeap et al.

Bibliografia

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