5. Discussão Crítica das Lacunas Operacionais e Limitações
A análise das arquiteturas de confiança zero demonstra que a imposição de verificações contínuas e de microssegmentação altera substancialmente a dinâmica defensiva corporativa, contudo não erradica a vulnerabilidade intrínseca das operações em ambientes descentralizados [3]. O principal obstáculo reside na assimetria de aplicação entre os mecanismos locais e os múltiplos provedores de nuvem, onde a ausência de uma camada unificada de abstração de políticas perpetua lacunas de conformidade e atrasos na detecção de anomalias [6]. Quando credenciais autorizadas são comprometidas, a segmentação tradicional mostra-se insuficiente sem um motor analítico capaz de correlacionar comportamentos anômalos em tempo real através de toda a malha computacional. Observa-se, portanto, uma limitação crítica nos modelos que tratam a confiança zero apenas como uma coleção de barreiras de entrada estanques, em vez de um sistema dinâmico e integrado de governança cibernética.