Saltar para o conteúdo

Turismo e gentrificação em Lisboa e Porto, síntese de evidência

A convergência entre a expansão turística e a proliferação de alojamentos de curta duração constitui o principal vetor de reconfiguração socioterritorial nos centros históricos de Lisboa e Porto. As evidências demonstram que a sobrelotação turística e as pressões imobiliárias intensificam o deslocamento de residentes e a alteração dos usos tradicionais do solo urbano. O desenho de políticas de mitigação e ordenamento espacial apresenta-se como um requisito determinante para a sustentabilidade social das cidades portuguesas.

Antevisão do Documento

Esta é uma breve antevisão. A versão completa inclui texto expandido para todas as secções, uma conclusão e uma bibliografia formatada.

Trabalho de Síntese

DegreeType
Turismo e gentrificação em Lisboa e Porto, síntese de evidência

Autor/a:

Group

Nome Completo

Orientador/a:

Prof. Dr./Dra. Nome

Cidade, 2026

Sumário

Introdução
1. Enquadramento Teórico da Gentrificação Turística
1.1. O Alojamento Local e as Dinâmicas de Deslocamento Urbano
Metodologia
3. Evidência Empírica nos Centros Históricos de Lisboa e Porto
3.1. Pressão Habitacional e Externalidades Socioterritoriais
Análise
Conclusão
Referências

Introdução

A transformação dos centros históricos urbanos em Portugal reflete a rápida intensificação dos fluxos turísticos e a proliferação do alojamento de curta duração, reconfigurando os mercados residenciais e a coesão social nos municípios de Lisboa e Porto [4][6]. Esta dinâmica manifesta-se através de pressões imobiliárias crescentes e da reestruturação do comércio tradicional, levantando questões críticas sobre a sustentabilidade do modelo de desenvolvimento urbano [2][5].

Os processos de sobreturismo e gentrificação geram externalidades assimétricas, acentuando a perda de população residente em bairros históricos e a substituição funcional do tecido habitacional [2][6]. Compreender como os mecanismos digitais de intermediação e o investimento turístico interagem com o espaço urbano constitui um desafio fulcral para o ordenamento do território e para a preservação das comunidades locais [3][4].

O presente trabalho tem como objetivo sintetizar a evidência académica recente sobre a gentrificação turística em Lisboa e Porto, identificando padrões espaciais, vetores socioeconómicos e respostas regulatórias [2][4][5]. Através de uma abordagem comparativa de investigação secundária, analisam-se as principais tensões territoriais e os contributos para a formulação de políticas públicas equilibradas [3][5].

1. Enquadramento Teórico da Gentrificação Turística

O enquadramento concetual da gentrificação turística articula a transformação funcional do edificado residencial com a pressão exercida pelos fluxos de visitantes nos centros urbanos. A literatura contemporânea diverge quanto aos prismas analíticos privilegiados para examinar este fenómeno. Por um lado, abordagens de cariz espacial concentram-se na distribuição geográfica e nos limiares de saturação do alojamento de curta duração, sustentando que a densidade territorial destas unidades dita o nível de pressão sobre o parque habitacional permanente (crossref-10-20867-thm-27-3-6, 2021). Por outro lado, perspetivas comparativas focadas no fenómeno do sobreturismo situam a proliferação das plataformas digitais de arrendamento temporário no quadro mais amplo das externalidades transnacionais sobre cidades históricas, como Lisboa e Florença, destacando assimetrias na capacidade regulatória local (crossref-10-4018-979-8-3693-6050-7-ch007, 2024). Em complemento, investigações centradas na dimensão sociocultural enfatizam a rutura do tecido comunitário tradicional e o consequente deslocamento dos residentes face à conversão turística acelerada (crossref-10-4018-978-1-7998-2224-0-ch008, 2020). Enquanto a análise espacial prioriza a quantificação dos padrões locativos e dos limiares de capacidade de carga, as abordagens sociocríticas e comparativas interpretam a gentrificação turística como uma reconfiguração estrutural das relações de pertença e acesso à habitação. Esta diversidade teórico-metodológica evidencia que a compreensão da gentrificação turística exige uma síntese integradora entre a modelação espacial dos fluxos e a avaliação dos impactos socioeconómicos quotidianos vivenciados pelas populações residentes.

Referências

  1. Short-term rentals as digitally-mediated tourism gentrification: impacts on housing in New Orleans
    Dustin Robertson, Christopher Oliver, Eric Nost
    Link DOI
  2. Overtourism and Short-Term Rental Effects in Florence and Lisbon
    Hugo Pinto, Martina Marzano, Ana Rita Cruz et al.
    Link DOI
  3. Short-Term Rental Development and Overtourism
    Flavio Andrew Do Nascimento Santos
    Link DOI
  4. SHORT-TERM RENTALS: HOW MUCH IS TOO MUCH – SPATIAL PATTERNS IN PORTUGAL AND LISBON
    Gonçalo Antunes, Jorge Ferreira
  5. TOWARDS SOCIALLY SUSTAINABLE TOURISM IN CITIES: LOCAL COMMUNITY PERCEPTIONS AND DEVELOPMENT GUIDELINES
    Filipa Pinto da Silva, Filipa Brandão, Bruno Barbosa Sousa
  6. Bye Bye Lisbon
    Luís Mendes

Bibliografia

Fontes VerificadasNormas de FormataçãoAlta OriginalidadeModelos Pro

Trabalho de revisão

NP ISO 690:2024 (sucedeu NP 405)

6 €
  • 10-15 páginas
  • Alta originalidade
  • Exportar para Word
  • Formatação correta
  • Visualização pública
    A visualização de outro autor não pode ser privada. Seu trabalho será privado e totalmente único.
  • Bibliografia (5+, NP ISO 690:2024)
    +2 €
  • Adicionar fontes alternativas (Notícias, .gov, .edu)

Trabalho de revisão

NP ISO 690:2024 (sucedeu NP 405)