A digitalização do setor educativo em Portugal, acelerada pela adoção de plataformas de ensino à distância, transformou radicalmente a interação entre estudantes e instituições de ensino. Esta transição, embora benéfica para a acessibilidade, introduziu novos vetores de risco que comprometem a integridade das infraestruturas digitais e a confidencialidade das informações tratadas [2].
A privacidade de dados dos estudantes tornou-se um ponto de fricção entre a inovação pedagógica e a proteção de direitos fundamentais. A exposição a ameaças cibernéticas, como o acesso não autorizado ou o uso indevido de dados sensíveis, exige uma reflexão profunda sobre as garantias legais e as práticas de segurança implementadas pelas instituições [1][3].
O objetivo deste trabalho é analisar as ameaças à cibersegurança e privacidade no contexto educativo português, utilizando uma metodologia de análise documental comparativa. Através do exame de regulamentos e relatórios, pretende-se estabelecer um quadro teórico que fundamente recomendações práticas para a salvaguarda do ambiente digital escolar [2][4].
O documento encontra-se estruturado em capítulos que percorrem a fundamentação teórica, a metodologia adotada e a análise crítica das vulnerabilidades, culminando na apresentação de estratégias para um ensino digital mais seguro e resiliente.