O acesso a serviços de saúde por estudantes universitários constitui um desafio multifacetado que transcende a disponibilidade física de recursos, envolvendo a capacidade de navegar em sistemas complexos e de utilizar ferramentas digitais de forma eficaz [6]. A literacia em saúde, definida como a competência para obter, processar e compreender informações básicas, é um preditor crítico dos resultados de bem-estar nesta população específica.
No cenário brasileiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta obstáculos persistentes que afetam a equidade no acesso, particularmente em regiões com infraestrutura limitada [1]. A disparidade no atendimento especializado e a fragmentação dos serviços de saúde revelam a necessidade urgente de integrar soluções digitais que possam mitigar barreiras logísticas e financeiras, conectando os estudantes a cuidados preventivos e especializados de forma mais ágil e eficiente [4].
Este trabalho tem como objetivo analisar a interseção entre o acesso à saúde e os serviços digitais, explorando como a implementação destas tecnologias pode atenuar as desigualdades existentes. Através de uma metodologia baseada em pesquisa documental e revisão sistemática, busca-se identificar padrões de comportamento e lacunas estruturais que impedem a plena utilização dos serviços de saúde por parte do corpo discente [6][7].
As implicações desta análise para o Brasil são vastas, sugerindo a necessidade de políticas públicas que não apenas ampliem a oferta, mas que também fortaleçam a literacia digital e o suporte institucional nas universidades. A investigação propõe diretrizes para transformar o paradigma atual de acesso, promovendo um ambiente acadêmico mais saudável e resiliente frente aos desafios contemporâneos de saúde pública [1][4].