A alfabetização financeira tem emergido como um pilar fundamental para a autonomia de estudantes no cenário do ensino superior contemporâneo. Conforme apontado por revisões sistemáticas sobre educação, a capacidade de gerir recursos é um preditor significativo de sucesso acadêmico e estabilidade futura, embora a implementação de programas eficazes enfrente desafios estruturais constantes [1].
No Brasil, a desigualdade econômica impõe barreiras severas que transcendem o acesso ao crédito, afetando a própria capacidade de permanência estudantil. Estudos indicam que a vulnerabilidade financeira, muitas vezes exacerbada pela falta de literacia, perpetua ciclos de exclusão que impactam desproporcionalmente grupos desfavorecidos [3][4].
Este trabalho tem como objetivo analisar a correlação entre os níveis de alfabetização financeira e a desigualdade econômica entre estudantes brasileiros, utilizando uma metodologia de análise documental comparativa. Através do exame de fontes secundárias, busca-se identificar as lacunas que impedem uma inclusão financeira plena e equitativa.
A relevância desta investigação reside na necessidade de fundamentar políticas de suporte que considerem as especificidades socioeconômicas do país. Ao sintetizar evidências sobre a eficácia de intervenções educativas, o estudo contribui para o debate sobre como a educação financeira pode ser utilizada como um mecanismo de redução de desigualdades, fomentando uma maior resiliência econômica no ambiente universitário.