A era digital transformou profundamente o desenvolvimento adolescente, introduzindo variáveis complexas que afetam diretamente a saúde mental. Segundo [1] e [2], a exposição constante a plataformas de mídia social correlaciona-se com alterações nos mecanismos de regulação emocional e comparação social, exigindo uma investigação rigorosa sobre como esses ambientes moldam o bem-estar na sociedade contemporânea.
O problema central reside na intersecção entre o engajamento digital e os determinantes sociais estruturais que influenciam os resultados de saúde mental [4]. Adolescentes, frequentemente expostos a múltiplos fatores de risco, enfrentam desafios singulares ao navegar por espaços online que nem sempre priorizam a segurança do desenvolvimento, o que evidencia a necessidade de políticas baseadas em evidências e intervenções educativas eficazes.
Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto das mídias sociais no bem-estar adolescente, conectando marcos teóricos globais à realidade brasileira. Por meio de uma revisão sistemática e análise comparativa, o estudo explora como políticas escolares e intervenções sociais podem mitigar efeitos negativos, conforme observado em modelos de referência como o estudo SMART Schools [3].
Ao sintetizar evidências internacionais com as particularidades do cenário nacional, este estudo fornece um roteiro para compreender a complexa relação entre conectividade digital e saúde mental. O trabalho contribui, em última análise, para a formulação de estratégias que promovam a justiça social e o bem-estar integral para a juventude no Brasil.