Avaliação crítica da literatura sobre mídias sociais e saúde mental adolescente
A produção acadêmica contemporânea sobre a interface entre plataformas digitais e saúde psicológica juvenil apresenta contribuições relevantes para a compreensão do bem-estar na adolescência. Um dos principais méritos das revisões recentes, a exemplo do mapeamento sistemático sobre a formação da identidade e o sofrimento psíquico (CROSSREF-10-21275-SR25304094625, 2025), reside no rigor conceitual ao articular a socialização virtual contínua com a emergência de vulnerabilidades emocionais durante fases críticas do desenvolvimento. Do mesmo modo, a análise abrangente dos impactos psíquicos das redes (CROSSREF-10-2139-SSRN-5052375, 2024) consolida uma visão multidimensional dos efeitos da conectividade sobre a regulação afetiva dos jovens. Não obstante essa solidez diagnóstica, identifica-se uma limitação metodológica expressiva no corpus analisado: a frequente homogeneização das experiências digitais, que tende a desconsiderar disparidades socioeconômicas e contextos contextuais atípicos que modulam o uso dessas tecnologias, lacuna que investigações sobre períodos de crise sanitária buscaram problematizar (D843D5EEDA862CD5BA4B5CCCE95792A38290AC36, 2024). Essa generalização excessiva restringe a formulação de estratégias preventivas personalizadas ao presumir padrões de consumo uniformes entre diferentes grupos juvenis. Assim, embora os estudos evidenciem com clareza os riscos psicossociais vigentes, necessitam aprofundar a investigação sobre os fatores protetivos contextuais que diferenciam os desfechos em saúde mental.