Fundamentos Teóricos da Autonomia e da Práxis Pedagógica
A pedagogia da autonomia, formulada no pensamento de Paulo Freire, estabelece que a formação docente não se reduz à transmissão mecânica de conteúdos curriculares, exigindo o cultivo permanente de uma postura ética, reflexiva e dialógica na atividade educativa. No âmbito das licenciaturas, a reflexão crítica sobre a própria prática pedagógica constitui a base estruturante para a consolidação da identidade profissional, demandando que o futuro educador compreenda o ato de ensinar como um processo emancipatório compartilhado (POR UMA PEDAGOGIA DA AUTONOMIA..., 2026). Sob essa perspectiva, o diálogo pedagógico redefine as relações formativas, convertendo o espaço escolar em um ambiente fecundo de problematização cultural, criação coletiva e compromisso social (EDUCAÇÃO MATEMÁTICA COMO CAMPO DE DIÁLOGO..., 2025). Ao articular o rigor metodológico à realidade social dos estudantes, a formação inicial de professores supera a lógica da educação bancária e assume a politicidade inerente ao ensino (A FORMAÇÃO DE PROFESSORES..., 2026). A autonomia profissional, portanto, fundamenta-se na capacidade de pesquisar, interrogar as certezas pedagógicas e estimular a curiosidade epistemológica dos educandos, consolidando a práxis libertadora como princípio orientador das práticas educativas.