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Burnout em enfermagem e retenção em hospitais do SUS

O desgaste psicossocial em ambientes hospitalares públicos compromete diretamente a integridade emocional dos profissionais de enfermagem e amplia as intenções de evasão institucional. A análise integrada dos fatores determinantes do esgotamento funcional permite compreender as limitações de retenção de pessoal no Sistema Único de Saúde. O desenvolvimento de políticas de suporte organizacional e resiliência constitui mecanismo basilar para a sustentabilidade da assistência hospitalar.

Objetivo do trabalho

Analisar as relações entre as dimensões do burnout na enfermagem e os fatores de retenção profissional em hospitais do Sistema Único de Saúde.

Metodologia

Revisão bibliográfica narrativa e integrativa fundamentada em literatura científica sobre burnout, gestão hospitalar e retenção na saúde pública.

Objetivos específicos

  • Caracterizar as dimensões teóricas do burnout aplicadas à rotina da enfermagem no SUS.
  • Mapear as variáveis laborais e individuais associadas à intenção de evasão hospitalar.
  • Propor diretrizes de suporte institucional voltadas à fixação das equipes assistenciais.

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Trabalho de Curso

DegreeType
Burnout em enfermagem e retenção em hospitais do SUS

Autor/a:

Group

Nome Completo

Orientador/a:

Prof. Dr./Dra. Nome

Cidade, 2026

Sumário

Introdução
1. Fundamentos Teóricos do Esgotamento Profissional na Saúde Pública
1.1. Dimensões psicossociais da síndrome de burnout segundo Maslach
1.2. Condicionantes estruturais e laborais no Sistema Único de Saúde
2. Abordagens Metodológicas para Avaliação de Burnout e Rotatividade
2.1. Critérios de sistematização de evidências em enfermagem hospitalar
2.2. Métricas de resiliência e intenção de rotatividade no contexto assistencial
3. Análise dos Fatores de Desgaste e Retenção Hospitalar
3.1. Impacto das variáveis sociodemográficas e sobrecarga funcional
3.2. Relação entre exaustão emocional, gestão institucional e fixação de pessoal
4. Implicações Práticas e Estratégias de Gestão de Pessoas no SUS
4.1. Medidas de suporte psicossocial e redução do abandono profissional
4.2. Diretrizes organizacionais para sustentabilidade das equipes de enfermagem
Conclusão
Referências

Introdução

A sustentabilidade operacional das unidades hospitalares públicas depende intrinsecamente da estabilidade e do bem-estar físico e mental das equipas assistenciais. No contexto hospitalar do Sistema Único de Saúde, os profissionais de enfermagem enfrentam exigências ocupacionais contínuas e restrições materiais que elevam os índices de vulnerabilidade ao esgotamento psicológico [1]. Essa dinâmica expõe a categoria a quadros crónicos de tensão emocional e sobrecarga diária.

A persistência de estressores laborais manifesta-se tipicamente através da síndrome de burnout, configurada por exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização no trabalho [4]. Quando não mitigados por intervenções institucionais eficazes, tais sintomas comprometem a qualidade do cuidado prestado, intensificam as taxas de absenteísmo e fomentam o desejo explícito de evasão da carreira ou desligamento hospitalar [5].

Diante da complexidade dos modelos de financiamento e gestão em saúde pública [2], este trabalho investiga as correlações entre os fatores psicossociais do burnout e os desafios de retenção profissional em hospitais do SUS. Mediante revisão bibliográfica crítica e comparativa da literatura especializada, examinam-se variáveis intervenientes para fundamentar estratégias voltadas à valorização e fixação da força de trabalho em enfermagem.

3.2. Relação entre exaustão emocional, gestão institucional e fixação de pessoal

A compreensão dos mecanismos que conduzem ao desligamento funcional nas unidades hospitalares exige o exame detalhado das manifestações do burnout e sua articulação com a capacidade de adaptação individual. As evidências empíricas indicam que a exaustão emocional e a despersonalização emergem primordialmente sob regimes de sobrecarga horária e escassez de suporte organizacional, atingindo com maior intensidade profissionais submetidos a jornadas contínuas e demandas psicossociais elevadas [4]. Esse quadro de saturação compromete o engajamento com as atribuições clínicas e degrada a percepção de realização profissional. Paralelamente, a intenção de abandono da carreira assistencial estabelece uma correlação inversa com os níveis de resiliência dos indivíduos, revelando que a carência de mecanismos protetivos individuais e coletivos acelera o processo de evasão dos postos de trabalho [5]. Em cenários assistenciais de alta complexidade, a inexistência de programas permanentes de acompanhamento psicológico e de gestão humanizada intensifica o sentimento de desamparo institucional. Dessa forma, a retenção dos quadros de enfermagem não depende unicamente de incentivos contratuais, mas da reestruturação dos ambientes de prática clínica e da implementação de estratégias que atenuem os estressores ocupacionais crónicos, promovendo a estabilidade das equipas de saúde pública.

Referências

  1. A síndrome de Burnout entre profissionais de enfermagem: um estudo observacional em um hospital da rede SUS
    Américo José Caixeta Neto
    Link DOI
  2. Financiamento, gasto e gestão do Sistema Unico de Saude (SUS)
    Aquilas Nogueira Mendes
    Link DOI
  3. OFERTA DE EXAMES PARA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DE TUBERCULOSE NO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO PELO SISTEMA UNICO DE SAUDE SUS
    Flávia Soto
    Link DOI
  4. O impacto de variáveis sociodemográficas e laborais na síndrome de Burnout em técnicos de enfermagem
    Mary Sandra Carlotto
  5. Can We Predict Turnover Intention in Palestinian Nursing Students? The Relationship between Resilience, Burnout and Turnover Intention
    Shaabna Z

Bibliografia

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