A educação inclusiva representa um pilar fundamental para a garantia de direitos humanos e a democratização do acesso ao conhecimento no Brasil. A integração de estudantes com deficiência nas instituições de ensino não se limita à presença física, mas demanda uma transformação estrutural e pedagógica profunda [7].
Contudo, a persistência de barreiras arquitetônicas e a falta de recursos adaptativos continuam a limitar a plena participação acadêmica. Estudos indicam que o estigma e a discriminação frequentemente permeiam as experiências desses estudantes, dificultando a equidade no processo de aprendizagem e a permanência no ensino superior [7].
No cenário contemporâneo, o avanço das tecnologias digitais oferece novas possibilidades de acessibilidade, embora o uso dessas ferramentas ainda careça de estratégias pedagógicas consolidadas. A literatura aponta, inclusive, uma lacuna significativa na aplicação de tecnologias imersivas e ferramentas de suporte para alunos com deficiência [1].
O presente artigo tem como objetivo analisar os desenvolvimentos atuais da educação inclusiva no Brasil, investigando a eficácia das políticas de acessibilidade e das práticas docentes colaborativas. Busca-se identificar os desafios que ainda impedem a plena autonomia dos estudantes no ambiente acadêmico [5].
Para tanto, adota-se uma abordagem qualitativa de revisão bibliográfica sistemática, fundamentada em normativas legais e evidências científicas recentes. A análise cruza dados sobre infraestrutura física, suportes tecnológicos e a formação de professores para o ensino inclusivo, visando uma perspectiva analítica integrada [6].
O texto está estruturado de modo a apresentar, inicialmente, o marco teórico sobre inclusão, seguido pelo panorama das políticas públicas brasileiras. Posteriormente, discute-se o papel das tecnologias e da colaboração interdisciplinar, culminando em recomendações para a prática docente e a gestão educacional inclusiva no país.