As mudanças climáticas representam um desafio global sem precedentes, exigindo que instituições locais desenvolvam capacidades adaptativas robustas para mitigar vulnerabilidades crescentes [1]. A capacidade de resposta dessas organizações está intrinsecamente ligada à força do capital social e à coesão de suas estruturas de governança interna.
Contudo, a literatura aponta que a implementação de políticas climáticas é frequentemente prejudicada pela priorização de agendas econômicas imediatas em detrimento da sustentabilidade de longo prazo [2]. Essa desconexão entre o arcabouço normativo e a execução prática cria lacunas que fragilizam a resiliência das instituições frente aos riscos ambientais emergentes.
No contexto educacional brasileiro, a necessidade de integrar a sustentabilidade ao núcleo da gestão institucional torna-se imperativa. O objetivo central deste artigo é analisar como as instituições de ensino no Brasil têm estruturado seus processos de adaptação climática, considerando os desafios impostos pela governança atual.
Para alcançar tal propósito, utiliza-se uma metodologia qualitativa, baseada na análise de matrizes institucionais que permitem investigar a complexidade das respostas adaptativas [3]. O mé prioriza a triangulação de dados teóricos e práticos, permitindo uma visão holística dos fenômenos observados.
Espera-se, como resultado, identificar os principais obstáculos estruturais que impedem uma adaptação eficaz, bem como propor caminhos para o fortalecimento da sustentabilidade educacional. A análise busca transcender as limitações temporais e comportamentais que frequentemente restringem as ações de adaptação [5][6].
Este artigo está estruturado em seções que abrangem desde a fundamentação teórica até a discussão dos resultados. Inicialmente, aborda-se a teoria das instituições, seguida pela metodologia, análise de governança, desafios estruturais, resultados, discussão e, por fim, as conclusões.